Notícias ‘Matérias’

Oficina G3 e a Pirataria: seja legal, não copie

dezembro 22nd, 2008

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Nos últimos anos, as perdas da indústria fonográfica em função da pirataria alcançaram dados impressionantes. Para além das novas formas de comercialização de música (mp3, celulares, música digital em geral, etc), há um fato sobre a pirataria que não se altera: é crime. A Lei de Direitos Autorais, artigo 104, declara:

“Quem vender, expuser a venda, ocultar, adquirir, distribuir, tiver em depósito ou utilizar obra ou fonograma reproduzidos com fraude, com a finalidade de vender, obter ganho, vantagem, proveito, lucro direto ou indireto, para si ou para outrem, será solidariamente responsável com o contrafator, nos termos dos artigos precedentes, respondendo como contrafatores o importador e o distribuidor em caso de reprodução no exterior.”

Você pode obter mais informações sobre a legislação de direitos autorais neste link.


A mesma ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Disco), informa que, no período de 1997 a 2005 a pirataria representou a queda de 50% nos postos de trabalho direto e no número de artistas contratados na indústria fonográfica. Foram 3.500 pontos de venda fechados, queda de 44% em lançamentos de produtos no mercado nacional, perda de 500 milhões anuais somente em impostos e menos 80 mil empregos no setor. Um em cada três discos vendidos no mundo é pirata. Este mercado movimenta mais de 5 bilhões de dólares ao ano e tem no Brasil um dos seus principais pólos.

Tudo isto gera uma enorme perda para milhares de famílias, trabalhadores, consumidores e, claro, as bandas, que tem o seu trabalho adquirido indevidamente. A bíblia não condena só o crime, obviamente, como também diz que “digno é o trabalhador do seu salário” (Lucas 10.7). Com o lançamento do “Depois da Guerra”, estamos em campanha para conscientizar as pessoas sobre essa questão. Não se trata de dinheiro, simplesmente. Não só o Oficina G3, como para todas as bandas hoje em dia, o sustento vem do ganho em shows, com os CDS correspondendo a uma ínfima parte disto. Comprar o original trata-se simplesmente de reconhecer o trabalho, o esforço, talento e dedicação de uma banda.

O baixista Duca dá o seu depoimento:

“Finalmente nosso cd está aí! Meses atrás disse que esse seria o melhor trabalho de nossa história e, agora, acompanhando os comentários sobre o cd, fico feliz em saber que o pessoal que já comprou concorda comigo. Uma vez li alguém dizendo que “parece que o Mauro Henrique faz parte do G3 desde o começo”, e eu concordo totalmente! Glória a Deus, pois tudo isso alcançamos através d’Ele!

Falando em comprar o cd, gostaria aqui de expressar minha felicidade com o sucesso imediato de vendas do DDG, pois mesmo em tempos de pirataria e downloads ilegais, as primeiras remessas se esgotaram em poucas horas. Sei que parte disso é fruto de diálogos incansáveis, na nossa comunidade do orkut, alertando, discutindo e conscientizando  o povo cristão do nosso papel como servos de Deus que é acima de todas as coisas fazer o certo, pois assim aprendemos! Meus sinceros agradecimentos a todos que têm me ajudado a ter argumentos reais, saudáveis e certos, para combatermos a pirataria.”

A família G3 faz aqui a sua parte, conscientizando e dialogando com seu público, para tentar fazer que ninguém caia em contravenções e pecado. Não só em relação a nós, mas para qualquer banda que você admire, recomendamos que sempre compre material original e vá aos shows quando possível, pois esta é a forma de reconhecer o trabalho e alimentar o ministério de quem se dedica verdadeiramente a ele.

Agradecemos a todos que tem nos apoiado todos estes anos. Grande abraço!

Site Oficial

Gospel, Mídia e Mercado

novembro 3rd, 2008

Há uma série de questões extremamente delicadas quando se aborda a situação da música “gospel” no Brasil. De fato, ela fica majoritariamente restrita e segmentada a pessoas que professam crença semelhante ao que as letras abordam. Sobretudo, esta segmentação excessiva refere-se principalmente aos grupos de louvor e adoração, estilo que por si só tem em essência ser direcionado ao público evangélico.

A confusão começa porque o termo “gospel” – a boa nova – é usado para abranger uma infinidade de estilos musicais: rock, pop, metal, country, hip-hop, adoração, soul, R&B, etc. Em suma, o “gospel” caracteriza não só a influência direta da música cristã negra dos Estados Unidos, onde nasceu o termo e suas características, como principalmente refere-se a artistas que têm como eixo comum o fato de falar de Deus em suas letras e manter posturas espirituais, professando sua fé.

A matéria “A Espera De Um Milagre”, veiculada na revista Rolling Stone do mês de outubro/2008, analisa o “fim do gospel”, ou, como a tentativa de grupos de pop/rock saírem da segmentação de público foi mal-sucedida, tendo, segundo o autor, Filipe Albuquerque, perdido espaço para a música de adoração. Nos 20 anos do “rock gospel” – o termo é uma convenção – estas bandas estariam estagnadas e tocando para o mesmo público que sempre tocaram, além de restringidas, em termos mercadológicos, por grupos de adoração.

Primeiro, há que se lembrar que grupos de louvor não competem no mercado fonográfico com bandas de pop/rock, assim como as últimas não disputam público com as bandas de forró, e assim por diante. Parece óbvio constatar que cada estilo musical tem os seus apreciadores e o público X a quem se dirige. Segundo, que “adoração e louvor” é uma música originária da Igreja, que sempre existiu e tem sua existência independente de qualquer cobertura midiática ou sucesso comercial. Não só no segmento de “música gospel” – que é o terceiro mais consumido no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Disco – mas no mercado como um todo, é extremamente natural que determinado estilo experimente fases de maior êxito e evidência, sendo substituído posteriormente por outra “onda” e assim por diante. Esta é uma dinâmica básica do mercado musical desde os seus primórdios.

Contudo, há bandas que ultrapassam esta barreira e sobrevivem independente de modismos e fluxos do mercado. Como o Oficina G3. Em 20 anos de carreira a banda se manteve estável e produtiva. Fato é que as restrições de público existem, e tem levado ao fim ou à estagnação muitos grupos de qualidade.

Para ultrapassar as barreiras da igreja, no entanto, não parece ser suficiente uma qualidade musical comprovada, ancorada por anos de trabalho e reconhecimento da crítica. O preconceito inerente à música que fala de Deus (automaticamente já vista com “maus olhos”, “brega”, ridicularizada e diminuída) é constante na mídia, que parece ser incapaz de, ela própria, analisar as coisas com isenção.

A única maneira de lutar contra isso é seguir trabalhando com competência, profissionalismo e qualidade. Felizmente, assumimos postura transparente desde o começo e o reconhecimento das composições veio de modo natural. Elucidar alguns pontos obscuros parece ser parte importante do processo. Transitar sobre esta linha tênue e complexa não é tarefa fácil. Nossas saudações a todos que conseguem.

Com limitações, com preconceito ou não, continuaremos levando o nosso trabalho com o maior empenho possível para todo aquele que quiser ouvir. Novos ou antigos, o nosso muito obrigado a quem sempre nos acompanhou.

G3 é referência na Wikipedia em inglês

outubro 5th, 2008

A Wikipedia, sistema de enciclopédia livre colaborativa online, que se tornou, pouco-a-pouco, uma das principais referências de informação na web mundial, tem, em sua definição de “christian rock” uma referência direta ao Oficina G3, colocando-os ao lado de outras bandas como DC Talk, Jars Of Clay e Newsboys. A banda é citada como um dos nomes mais importantes do rock cristão de língua não-inglesa:

“Many of the popular ’90s Christian bands were initially identified as Christian alternative rock, including dc Talk, Newsboys, Jars of Clay, Audio Adrenaline, and others. Outside anglophone countries, bands like Oficina G3 (Brazil), Rescate (Argentina) and The Kry (Quebec, Canada), have achieved moderate success.”

O artigo em inglês de definição do Oficina também está bem completo e pode ser conferido aqui.

O novo lançamento estará inaugurando uma nova fase – em vários sentidos – para o G3, incluindo sua participação internacional. Citações como estas vem apenas confirmar a possibilidade.