
Nos últimos anos, as perdas da indústria fonográfica em função da pirataria alcançaram dados impressionantes. Para além das novas formas de comercialização de música (mp3, celulares, música digital em geral, etc), há um fato sobre a pirataria que não se altera: é crime. A Lei de Direitos Autorais, artigo 104, declara:
“Quem vender, expuser a venda, ocultar, adquirir, distribuir, tiver em depósito ou utilizar obra ou fonograma reproduzidos com fraude, com a finalidade de vender, obter ganho, vantagem, proveito, lucro direto ou indireto, para si ou para outrem, será solidariamente responsável com o contrafator, nos termos dos artigos precedentes, respondendo como contrafatores o importador e o distribuidor em caso de reprodução no exterior.”
Você pode obter mais informações sobre a legislação de direitos autorais neste link.
A mesma ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Disco), informa que, no período de 1997 a 2005 a pirataria representou a queda de 50% nos postos de trabalho direto e no número de artistas contratados na indústria fonográfica. Foram 3.500 pontos de venda fechados, queda de 44% em lançamentos de produtos no mercado nacional, perda de 500 milhões anuais somente em impostos e menos 80 mil empregos no setor. Um em cada três discos vendidos no mundo é pirata. Este mercado movimenta mais de 5 bilhões de dólares ao ano e tem no Brasil um dos seus principais pólos.
Tudo isto gera uma enorme perda para milhares de famílias, trabalhadores, consumidores e, claro, as bandas, que tem o seu trabalho adquirido indevidamente. A bíblia não condena só o crime, obviamente, como também diz que “digno é o trabalhador do seu salário” (Lucas 10.7). Com o lançamento do “Depois da Guerra”, estamos em campanha para conscientizar as pessoas sobre essa questão. Não se trata de dinheiro, simplesmente. Não só o Oficina G3, como para todas as bandas hoje em dia, o sustento vem do ganho em shows, com os CDS correspondendo a uma ínfima parte disto. Comprar o original trata-se simplesmente de reconhecer o trabalho, o esforço, talento e dedicação de uma banda.
O baixista Duca dá o seu depoimento:
“Finalmente nosso cd está aí! Meses atrás disse que esse seria o melhor trabalho de nossa história e, agora, acompanhando os comentários sobre o cd, fico feliz em saber que o pessoal que já comprou concorda comigo. Uma vez li alguém dizendo que “parece que o Mauro Henrique faz parte do G3 desde o começo”, e eu concordo totalmente! Glória a Deus, pois tudo isso alcançamos através d’Ele!
Falando em comprar o cd, gostaria aqui de expressar minha felicidade com o sucesso imediato de vendas do DDG, pois mesmo em tempos de pirataria e downloads ilegais, as primeiras remessas se esgotaram em poucas horas. Sei que parte disso é fruto de diálogos incansáveis, na nossa comunidade do orkut, alertando, discutindo e conscientizando o povo cristão do nosso papel como servos de Deus que é acima de todas as coisas fazer o certo, pois assim aprendemos! Meus sinceros agradecimentos a todos que têm me ajudado a ter argumentos reais, saudáveis e certos, para combatermos a pirataria.”
A família G3 faz aqui a sua parte, conscientizando e dialogando com seu público, para tentar fazer que ninguém caia em contravenções e pecado. Não só em relação a nós, mas para qualquer banda que você admire, recomendamos que sempre compre material original e vá aos shows quando possível, pois esta é a forma de reconhecer o trabalho e alimentar o ministério de quem se dedica verdadeiramente a ele.
Agradecemos a todos que tem nos apoiado todos estes anos. Grande abraço!


